sábado, 13 de setembro de 2008

O Manifesto do marketing 2.0



Por Emílio Cerri (Postado no ComGurus)

Introdução


As regras do jogo mudaram. As campanhas de marketing já não estão nas mãos das grandes empresas, nem das agências, nem dos meios de comunicação. Agora somos nós, shoppers e consumidores, que decidimos a publicidade que queremos receber e o que queremos comprar. As empresas deverão adaptar-se a este novo mercado ou escutarão os nossos protestos. Agora os meios são nossos também, não só seus.


As Teses do Manifesto


1. Você não me mentirá, não me enganará. Não à publicidade enganosa!
2. Sou eu que consumo seu produto e portanto quem mais entende dele. Peça a minha opinião!
3. Você sempre pedirá permissão antes de colher meus dados.
4. Você sempre pedirá permissão antes de enviar-me qualquer informação, especialmente ao meu celular. Adeus ao spam e à publicidade não desejada e intrusiva.
5. Gosto de diversão. Portanto, divirta-me!
6. O humor é o sexo do cérebro. Faça-me rir!
7. Surpreenda-me!
8. Não às letras minúsculas e aos rótulos que não conseguimos ler.
9. Não briguem entre vocês. Prefiro suas alianças do que as suas rinhas.
10. Não tente ser o que você não é.
11. Se você quer que eu compre algo, tenho que enteder o que é. Por que você não fala no meu idioma?
12. Sei decidir por mim mesmo, obrigado. Não preciso que você me diga o que está na moda e o que tenho que gostar.
13. O sexo vende, mas você não precisa colocá-lo em todas as suas campanhas.
14. Eu decido o que é viral e a quem quero enviar.
15. Não me interrompa quando estou me divertindo para tentar me vender alguma coisa.
16. Não interrompa o meu programa favorito para tentar me vender alguma coisa.
17. Quando visito um site, vou ali pelo seu conteúdo, não por seus banners.
18. Não esconda com banners e popups o que quero ler!
19. Faz tempo que descobri que o mais caro não é necessariamente o melhor.
20. Sempre confiarei mais no que for dito por alguém de verdade do que uma celebridade que nunca encontrei pessoalmente.
21. Quanto chamo você pelo telefone, quero que me resolva um problema, não falar com três operadoras diferentes.
22. Gosto que me chamem pelo meu nome.
23. Nunca se esqueça que ao entrar em sua loja um ser hunano não é apenas olhos e ouvidos.
24. Quanto entro em sua loja, espero que você me trate como se fosse um convidado à sua casa.


Este é um manifesto público que qualquer pessoa, agência, meio ou empresa pode utilizar para melhorar a forma como se relaciona com seus públicos. O Marketing 2.0 pretende ser uma adaptação da filosofía da web 2.0 ao mundo do marketing. Como tal, deve estar centrada no consumidor e deve existir sempre alguma interação entre a campanha e o público que a recebe.

Postado por Tassiane Stelzer.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Propaganda

Neste mundo capitalista onde vivemos a produção é voltada para o lucro, para o desejo do consumidor. Quanto maior a procura, maior a produção, e conseqüentemente maior o lucro. A propaganda é a estratégia para fazer as pessoas consumirem. Criam-se modelos, padrões de beleza diferentes, gostos, prazeres, que fazem com que as pessoas almejem o que lhes é apresentado. Os propagandistas sabem que todos buscam a felicidade, a harmonia, o bem estar, e a boa satisfação de podermos consumir algo que esta no “auge”, sabe também, que a realidade não é tão tranqüila quanto gostaríamos que fosse. A partir da realidade e da vontade, criam uma imagem daquilo que almejamos, agregando a um produto. De alguma forma a propaganda nos promete muitas coisas, como exemplo, “compre isto e leve aquilo”, despertando assim o desejo de compra pelo consumidor. Muitas vezes acabamos comprando o produto por aquilo que ele promete, apreciamos mais a embalagem em si, do que o próprio produto, como as cores que nos chamam muito mais atenção, e nem sempre digamos que seja tão bom assim, na verdade compramos a ilusão. Sem percebemos, somos o alvo da publicidade de muitos produtos, podemos dizer que somos também, os outdoors de muitas marcas por ai, carregando em nossas estampas, marcas que temos o privilegio de vesti-las, pois nos passa um poder tributário. Assim despertamos a vontade para que outros consumidores tenham a necessidade de consumi-las. É bom se sentir na moda, mesmo quando perdemos nossa própria identidade, apenas para mostramos as outras pessoas, que também temos um poder para adquirir produtos daquela categoria. Propaganda existe por toda parte, porém somente as boas idéias valem grandes fortunas, mas para isso, é necessário um bom entendimento e conhecimento destas variedades que abrangem o mundo da mídia, realizando atualizações periodicamente para saber o que mais se destaca no momento.


Renata Vivan

Veja-me na Veja

Bom, meu texto será inspirado em um e-mail que eu recebi de uma ex-professora, mas achei interessante, pois às vezes achamos que não tem mais algo inovador para criarmos, e que tudo já foi feito... Engano nosso, temos muito o que fazer ainda.

Para comemorar seus 40 anos, a revista Veja criou uma edição especial, contendo em suas páginas resumos e retrospectivas de sua jornada. Mas além de seu conteúdo ela inovou criando uma ação publicitária, onde envolveu seus assinantes, colocando o nome de cada assinante na capa, como um anúncio personalizado.
Aproveitando o embalo, o Banco Itaú, em ação criada pela África, está presente na primeira e última página com o nome do assinante na própria peça, como na imagem ao lado.
Não só o Itaú aproveitou a oportunidade, mas a operadora Claro fazendo um texto com um título que relaciona os 40 anos da revista.
É, a criatividade inova a cada dia, buscando o inusitado e se superando em um mundo cheio de informações, onde o que se destaca é o diferente e o atraente.

Tati

"Nada se cria, tudo se copia" (Chacrinha)

______Incrível pensar que em 2008 ou melhor a muito tempo as pessoas pararam de criar e passaram a copiar. É estranho porque tempo atrás alguém já dizia isso, e hoje está cada vez mais perceptível.
______Se ligarmos na Rede Globo aos sábado às 14h podemos assistir o quadro "Lar, Doce Lar", apresentado pelo Luciano Hulk. No domingo, por mera coincidência ou cópia: "Construindo um Sonho" com o Gugu Liberato. Ambos vão às casas de pessoas que precisam de uma reforma geral e mudam completamente a cara da casa, doando também eletrodomésticos e móveis às famílias.

______Engraçado que no design continua essa onda imensa de falta de criatividade. Se olharmos três modelos de carros o Honda Fit, o novíssimo Nissan Tiida e o pai de todos, Mercedes Classe A você nota uma semelhança tremenda nos traços usados para compor o carro.

Enfim o ponto que eu gostaria de chegar: ELEIÇÕES 2008. Temos três pontos a serem analisados.

______O primeiro, e coincidêntemente o estopim para toda essa falta de criatividade de forma involuntária, o pop star Barack Obama. Candidato a presidente dos Estados Unidos lançou em sua candidatura atual o clipe "We Are The Ones Song" com a música de mesmo nome, escrito e dirigido por nada mais, nada menos que Will.I.Am, vocalista do adormecido grupo Black Eyed Peas. O clipe possui traços publicitários com takes curtíssimos e closes típicos de Vts testemunhais: o famosíssimo american close (sem testa, sem pescoço enquadrado). Podemos dizer que é um clipe totalmente subliminar pois o vocal da trilha cantando "Obama! Obama! Obama!" no fundo não foi feito de graça, até eu que costumo não prestar muita atenção na trilha e mais em técnicas visuais, fiquei com a maldita "musiquinha" na cabeça por semanas.

______O segundo... A cópia... Diz respeito a campanha política da candidata Micarla da cidade de Natal, Rio Grande do Norte. Ela iniciou sua campanha política com o clip: "Natal pode mais." coincidentemente usando os mesmo traços da campanha do Barack Obama. Takes curtos, textura de imagem em PB, mudou um pouco no sentido dos closes serem mais abertos. Os closes da campanha de Micarla mostra da altura dos ombros até acima da linha facial por conta da trilha sonora que é menos agressiva e subliminar que a de Barack Obama, por isso foi usado este enquadramento para dar mais movimento a algo que não possui tanto movimento.

______E por ultimo mas não menos criticado por diversos sites que analisam vídeos publicitários, e blogs de comédia, o clipe do candidato a prefeito de Itajaí, VOLNEI. O clipe conta com diversos acadêmicos da UNIVALI, inclusive uma acadêmica do curso de Jornalismo. Este que conta com um mix dos dois clipes demonstrados acima, american close e closes acima da linha do ombro. Este possui linguagem subliminar idêntica a do clipe do Barack Obama e elementos textuais similares a do clipe "Natal pode mais."

______Não preciso dizer que se abrir o YouTube iremos encontrar dezenas de clips idênticos ao do Barack Obama. Ai me pergunto... Está faltando profissionais capacitados a criar coisas novas ou estes profissionais capacitados estão deixando se levar pela “modinha”? Acho engraçado, estar aparecendo tantos clipes iguais ao do Barack Obama, será que está funcionando? Mesmo sendo cópia? Nessa onda de copiar tudo e deixar o criativo de lado, nos resta saber de quem Will.I.Am copiou.



--- CONFIRA ---

OS CLIPES E FOTOS:
Quadro “Lar Doce Lar - CLIQUE AQUI
Quadro “Construindo um Sonho” - CLIQUE AQUI

Imagem dos carros.
FIT X TIIDA X CLASSE A

Clipe Barack Obama: - CLIQUE AQUI
Clipe Micarla - CLIQUE AQUI
Clipe Volnei - CLIQUE AQUI


Aguardo comentários... ;)

Postado por GUILHERME DORNBUSCH LUIZ.

Brainstorm de Praiana

Minha contribuição para este blog não será uma tese, tampouco algo que com possua alguma aplicação técnica de publicidade. Apenas um relato próprio que gostaria de dividir com meus caros colegas e amigos que aqui param alguns minutos por dia.

Pois bem, vamos direto ao assunto, acordar cedo não é tarefa fácil para ninguém eu presumo, mas um tanto necessário para nós estudantes. Nada de novo até aí, o que me chamou a atenção durante vários dias e foi motivo de muitas análises é o momento do dia em que estou mais apto a ter boas idéias, e falando em outras palavras "funciono melhor". Para a maioria das pessoas que conversei, o momento em que acham seu desempenho cerebral melhor acontece durante a noite, alguns a tarde, no entanto, pouquíssimas pessoas se dizem da sua melhor fase do dia a matinal. Bem, foram dias e mais dias analisando em que parte do dia eu me considero mais produtivo. Acordar nunca foi um problema tão difícil para min. Desde pequeno durmindo cedo e acordando cedo. Se tornou rotina durante toda minha vida. A tarde sempre havia algo para fazer, futebol, trabalhos nem que seja uma "banda pelo centro", e a noite sim, não era tão produtivo, sabe como é né, cidade pequena, nada para fazer, pessoal indo pra frente da televisão e acabou-se o dia...

Mas mesmo assim, não se pode chegar a uma conclusão só pela minha rotina, mas como ia chegar a uma conclusão. Se cada um tem um momento e uma história de vida diferente? Foi quando um dia do nada sentado no ônibus, silencioso pela manhã exceto por algumas meninas falando de festa que foram a noite, comecei a minha fuga da realidade, e comecei a entender aquele momento como um momento muito empolgante, seja pelas idéias que tenho, pelas "viajens" que faço, é o momento que por não ter nada para fazer, consigo "arrumar as idéias", seja com os trabalhos que tenho que fazer, seja pelas análises do meu cotidiano que faço durante uns 15 à 25 minutos desse trajeto. Parei e pensei, deve ser loucura, mas é a real, meu melhor brainstorm do dia se dá durante o trajeto casa faculdade, faculdade casa. Pode ser meio doido, mas dele já surgiram ótimas idéias, tanto para trabalhos escolares, quanto para que as coisas saiam do jeito que gostaria durante aquele dia. Maluco não? e você já parou pra pensar quando ocorre o seu melhor brainstorm? Em que fase do dia rende mais? Deixo aqui minha contribuição e gostaria de ler alguns comentários dizendo que também funcionam melhor pela manhã, por que até então são poucos como eu que adoram essa fase do dia. Abraços a todos que leram até aqui...

Pietro Pozzebon (Galo de Quinta)

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Tá cansado de sofrer?


Gostaria de saber se você também sente uma dor no coração quando ver uma idéia como esta sendo jogada no lixo?

Essa peça tem uma sacada fantástica! Faz ligação muito rápida e direta com a realidade de quem realmente está precisando de um sofá novo e confortável. Noooooosssaaaa, quando vi esse sofá na hora me veio na cabeça os primeiros meses de namoro em que era insuportável ficar sentado por mais de 30 minutos no safá lá de casa. Meu Deus, o que é aquilo? Tem uma pau atravessando o meio do sofá que depois de um certo tempo parece que realmente tem algo te espetando. (Apesar de tudo, ele ainda continua lá e nosso namoro ainda sobrevive. Já fez 2 anos).
Meu tio está reformando a casa, ainda não comprou os móveis, mas foi no chão do carro dele que encontrei esta revistinha. Já estava até que um pouco pisoteada, mas resgatei-a porque gosto da bendita publicidade e tudo que aparece na minha frente custumo analisar.


Após ver o panfleto acima, eu ri sozinha na rua. Quando eu recebi, pensei: "Mais uma pra minha caxinha do 'O QUE NÃO FAZER', hehehehe". Mais na frente, o mesmo menino entregou para uma moça, vestida com roupas de esporte, característica típica do público alvo deste anunciante, enfim, ela pegou o panfleto na mão, olhou e sem dó nem piedade amaçou-o.




Já com esse, comecei a ficar preocupada. Imagine só que tipo de profissionais esta empresa formará. Um dos cursos em promoção é o designer, imagina só que tipos de profissionais serão formados se foi separado da forma como foi separado a palavra APROVEITE.


Num mundo onde acesso a informação está extremamente fácil, qualquer pessoa pode baixar da internet um programa de edição de imagens ou aprender em qualquer lugar, treinar, podendo até dominar a ferramenta, mas nada disso adianta, se não souber porque foi utilizado uma fonte sem serifa, porque Utilizou-se o verder ou então porque não deveria ter sido utilizado tantos pontos de exclamação. Para fazer publicidade é preciso juntar a idéia ao melhor modo de se expor esta idéia. Não basta saber fazer, tem que saber porque se está fazendo.
Enfim, me sinto um pouco mais leve de poder colocar para fora minha indignação com o que está sendo feito no mercado hoje, sendo que a cada ano pelo menos 5 pessoas se forma em publicidade e propaganda. Aonde eles estão que não ajudam a evoluir e profissionalizar o mercado?

Morgana Vanzuita Guimarães

a nossa loucura saudável...

Por Tassiane Stelzer.



Esses dias tava pensando sobre a profissão que escolhi, que aliás escolhi desde o primeiro ano do segundo grau quando vi um professor do curso de PP da minha cidade, chamado
Larry Wisniewsky, fazendo um discurso SENSACIONAL numa formatura ( se alguém quiser ver um deles, pode acessar http://br.youtube.com/watch?v=3oal-E2RF7Q , digo a vocês que vale muito a pena assistir esses 8 minutos de vídeo). Desde lá fiquei pensando, procurando informações sobre a profissão, o curso e sinceramente me apaixonei. Fui visitar algumas agências em Porto Alegre, e todos os caras que lá trabalhavam me diziam "mas o que tu quer com isso guria? escolhe outra profissão". Mas a teimosa aqui, decidiu arriscar.
Desde o primeiro dia na faculdade, vi que era realmente o que eu queria. E hoje no quinto período, mais do que nunca. Mas sabe, fico pensando sobre esse tão falado mercado de trabalho. Com o perdão da palavra, como é foda arrumar um estágio/emprego nessa área. A gente manda currículo, e os caras só pedem gente com experiência, dá vontade de dizer "po cara, to na faculdade ainda, to correndo atrás, quero aprender, mas pra ter experiência preciso que alguém me de uma oportunidade né?". E também tem o outro lado, competimos com pessoas que nem formadas são, que apenas por saber usar alguns programinhas de computador, e falar bonito podem ocupar o nosso lugar no mercado. Acho que deveriamos lutar contra isso sabe, correr atrás para que quem não seja formado não possa atuar na nossa área, acho injusto.
Estudamos tanto, batalhamos, corremos atrás de tanta coisa e as vezes me dá até medo do que vem pela frente.
Como na aula de hoje, sonhamos em ter nossa agência, sonhamos em mudar o mundo publicitário... AH! se fosse tão fácil assim... mas nós como comunicadores temos esse dever.


"...eu duvido, que pais, mães, avós não tenham ouvido que era uma loucura total gastar dinheiro, investir no futuro do seu filho para fazer comunicação social. De fato é uma loucura, é uma loucura por que acreditar naquilo que ninguém acredita é a única loucura saudável que nos segura nesse mundo..." -
Larry Wisniewsky



E QUANDO FALTAR INSPIRAÇÃO?

Pessoas queridas,

hoje é um dia daqueles. Eu ainda não sai do trabalho e tenho que escrever um texto para que todos meu amigos da faculdade inclusive uma professora fera leia. Sou péssimo no Português e queria que todos vocês, claro a professora também pudesse me dar uma mão.

Então ja temos um título, que é a parte que chama a atenção do meu público, O famoso exórdio.Vou começar o assunto e vocês continuem não se esqueçam da estrutura aristotélica.

Vários publicitário, dos mais variados setores de uma agência ja testemunharam que na hora de provarem que são criativos deu o, O, O Branco, é o branco, esquecer tudo, os quatro anos da faculdade, esquecer como se faz um leyout e várias outras coisas. Quando fui visitar a fórmula em Florianópolis os caras tinha jogos dentro da agência, Pocha! ja ouvi relatos que ir no banheiro defecar faz bem para uma cabeça criativa, quanta criatividade. Isso teria uma explicação científica?
Fi Ponchielli

Publicidade, Consumo e Meio Ambiente


Mas afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra?
Publicidade, Consumo e Meio Ambiente. Este foi o tema de um dos painéis apresentados no Intercom Sul (Encontro de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) que ocorreu durante este fim de semana em Guarapuava. O evento reuniu mais de mil e cem pessoas entre estudantes e profissionais de todo o país e até do exterior. Mas afinal, o que uma coisa tem a ver com a outra? O publicitário Ricardo Schrappe da Fuego Comunicação Criativa explica: “o crescimento econômico global nunca esteve tão estreitamente ligado à degradação do planeta”.
Segundo ele, trata-se de uma questão de consumo. “Consumo que é o combustível do capitalismo, que encontra na publicidade, claro, a sua faísca”, reflete o profissional. Mas o consumo existe porque existe demanda, e a demanda não pára de aumentar porque tem cada vez mais gente no mundo. Segundo dados do último relatório divulgado pela ONU e IBGE, a população mundial, que hoje é de 6,1 bilhões de pessoas, deverá chegar a 9,3 bilhões em 2050, um crescimento de 50% e que deverá ocorrer, principalmente, nos países em desenvolvimento, que concentrarão, em 2050, 85% da população mundial. Para atender toda essa gente, em suas necessidades mais básicas, é preciso produzir, antes de qualquer coisa, mais comida. Aí é preciso produzir mais roupa, mais casas, mais hospitais, mais escolas, mais ruas e assim por diante.
Para produzir mais é preciso usar mais matéria-prima, mais metal, mais carvão, mais carne, mais boi, mais pasto, mais energia, reduzindo assim as reservas naturais e conseqüentemente prejudicando o equilíbrio do ecossistema. Segundo Schrappe o problema nunca foi tão nítido e a culpa, obviamente, recai sobre a publicidade. “Ela tem culpa, mas também tem um papel fundamental para a sociedade que é o de disseminar informações úteis sobre produtos e serviços, orientar, gerar empregos, tornar as coisas mais baratas e as mídias mais independentes”. Schrappe também argumenta que na maioria das vezes a publicidade tem o papel de dirigir o consumo para o produto anunciado em detrimento de outro que não anunciou. “Nesses casos, o consumo existiria de qualquer maneira. Cabe à publicidade diferenciar pela comunicação produtos que são cada vez mais parecidos entre si”.
Desenvolvimento sustentável
Mas a complexidade da questão vai mais longe, afinal não é a publicidade que vem fazendo produtos cada vez mais descartáveis. Segundo Schrappe, “não é a publicidade que vem diminuindo o conteúdo dos produtos. E também não é a publicidade que infesta os lixões com bandejinhas de isopor usadas para expor carnes, frios, frutas e legumes nos supermercados”.
O publicitário explica que é esta reflexão que leva ao paradoxo pós-revolução industrial: “gente sem emprego é problema social. Gente com emprego é problema mundial”. Para ele, a única saída viável é através do desenvolvimento sustentável. Para que isto ocorra é preciso haver a conscientização de cada um até a mudança na cultura empresarial.
Ao redor do mundo, também proliferam-se movimentos que buscam equacionar o problema do crescimento econômico com a degradação do planeta. Um deles é o BAWB – Business as an Agent of World Benefit, ou “negócios em benefício do mundo”. Criado em Cleveland (EUA), em 2002, este movimento busca identificar e promover casos de empresas que conseguem ser lucrativas ao mesmo tempo em que trazem benefícios concretos para as comunidades em que atuam.
Em Curitiba, será realizado o Global Forum América Latina, entre os dias 18 e 20 de junho. O evento inédito vai reunir líderes empresariais, acadêmicos, membros do governo e da sociedade civil para discutir as mudanças necessárias na cultura e nos modelos de ensino das escolas de administração. O objetivo é garantir que a próxima geração de líderes já saia dos cursos de graduação, pós e mestrados, orientados e capacitados para o desenvolvimento sustentável.
BOX: De quem é a culpa?
O publicitário Ricardo Schrappe defende que não é a publicidade que vem diminuindo o conteúdo e o formato dos produtos, confira alguns exemplos:
- O requeijão cremoso já pesou 270gramas, passou para 250g. Hoje a maioria tem 220 ou 200g. Até pouco tempo atrás o copo de requeijão era de vidro, e podia ser reaproveitado. Hoje o copo é de plástico e tão pequeno que vai para o lixo, porém não foi a publicidade a responsável pela alteração.
- O tempo de decomposição do isopor no meio ambiente é indeterminado. As bandejinhas usadas para expor carnes, frios, frutas e legumes nos supermercados são feitas exatamente desse material. Pense nisso da próxima vez que for fazer compras.
- Não é a publicidade que põe amônia no cigarro para aumentar a ação viciante da nicotina. Mas ela ajudou a vender cigarro e a formar uma cultura tabagista, mostrando imagens de pessoas bonitas, saudáveis, ricas e felizes. A publicidade neste caso tem culpa por disseminar um produto excessivamente nocivo à saúde. A lei hoje proíbe propaganda de cigarro.
- Os produtos hoje são cada vez mais descartáveis. Via de regra, duram três dias além da garantia. Como consertar sai quase tão caro quanto comprar um novo, o antigo acaba indo para o lixo.
- Não é a publicidade que cria computadores mais potentes ou celulares mais modernos a cada três meses. Ela cria o desejo de compra. Quem precisa ou acha que precisa vai lá e compra e o velho ou seminovo muitas vezes acaba indo para o lixo.

A propanda ajudando a combater a anorexia..

O fotógrafo-estrela lança o tema da anorexia para a No-l-ita, uma marca de roupa italiana.







Ele queria mostrar o que a anorexia poderia fazer com as pessoas...
Nos anos 80, se víssemos uma foto de um cara bem magro, logo imaginaríamos, o cara tem aids, aliás, os fotógrafos tiravam muitas fotos de pessoas nos hospitais com aids, como, Cazuza, para as pessoas ficarem a mercê do que poderia acontecer se não se cuidasse com os preservativos.
Hoje, se olharmos uma foto de uma pessoa bem magra, podemos ter uma visão diferente, podemos achar que a pessoa está com anorexia, bulimia, ou simplesmente coisas relacionadas a esse meio, e não aids, como era comum imaginarmos nos anos 80, isso se dá ao fato de nos últimos anos as pessoas estarem cada vez mais nervosas com o seu corpo, querendo o seu corpo perfeito, as modelos querem ficar magras, esbeltas, e muitas vezes, elas esquecem de analisar que a sua vida está em jogo também, que esse emagrecimento repentino pode dar e causar danos a sua vida, trazendo até a morte, com isso, muitos fotógrafos atuais, estão tirando fotos de modelos, ou mulheres e homens magros, com anorexias, bulimias, para as pessoas ficarem cientes que isso não é bonito, tampouco saudável, porque, as pessoas se olham no espelho e se acham gordas, por mais que estejem bem magras, é algo muito preocupante.
Criou-se muitas propagandas sobre o tema anorexia, para as pessoas terem uma vida saudável, comendo coisas saudáveis, mas nãó deixar de comer, ou forçar para vomitar.
Talvez, nos próximos anos, com propagandas cada vez mais eficazes, poçamos por vez, aniquiar a anorexia, bulimia de vez, e voltarmos a vida saudável.




4 anos realmente é muito tempo!

Há quanto tempo àquelas campanhas medíocres do governo, incentivando o alistamento militar nos perseguem? Aquilo é uma “coisa” de dar dó. Passava da hora do governo ter dado essa sacada e ter veiculado essa série de propagandas onde conscientiza os eleitores a não desperdiçarem o voto. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que assina a série de propagandas, deu muita sorte de ter uma grande agência brilhante como a W/Brasil que assumiu essa proposta.
Foram 6 propagandas onde o humor e a irreverência estiveram presentes e com certeza fizeram muita gente parar e reavaliar seus conceitos sobre a importância do voto certo. A primeira propaganda da série da campanha governamental, do cometa Halley, foi a mais inteligente de todas. Realmente foi o gás da Coca da campanha.
Mais tudo bem até agora foram só elogios. Vamos achar algum defeito? Certeza! As outras já não podem ser taxadas como brilhantes, sei lá, me passou um ar de: já que tem essas, vamos veicular elas também. Parecem as segundas opções do criativo.
No auge da veiculação das propagandas, chegaram a passar as 6 em seqüência, nos intervalos, uma verdadeira amolação. Tudo que é de mais enjoa, e foi o que aconteceu. No meio da campanha que deve durar até as eleições (05/10/2008) é automático a troca de canal fugindo das propagandas, parece que a propaganda demora 4 anos pra acabar.
E é cometa que vai, e é o trem que vem daí vem à abelha, que anda em círculos, que me deixa nervosa e me faz chorar e depois sapatear! Haja saco pra encher.
Alguns especialistas dizem que a campanha está tendo um resultado positivo, tomara mesmo, esperamos que algumas pessoas não simplesmente achem graça do cara sapateando no casamento, e que entendam a moral do espetáculo da dança.
Então, temos mais algumas semanas pela frente até as eleições, e ainda temos 4 anos pra esperar, realmente é muito tempo pra saber se o TSE junto com a W/Brasil ganharam essa parada.
LaiCristofolini

Porque os jovens buscam a carreira da publicidade.

“Prêmios em festivais internacionais, participação em eventos e festas vip, altos salários, fama e prestígio, vida agitada ao lado de gente interessante, com altas doses de criatividade: estes são alguns dos fatores – nem sempre objetivos – que tornam a publicidade uma carreira tão glamurosa e atraente aos olhos de muitos jovens em busca de uma profissão.”
Esse é apenas um trecho do livro (serie profissões – publicitário). E que consegue distinguir facilmente porque os alunos de comunicação se apaixonam pelo curso.
Quem não tem esses objetivos em mente? Um exemplo desse fascínio pela comunicação pode ser retratada na procura e nos concorridos vestibulares para esse curso. Tanto que em São Paulo, em muitas faculdades, as vagas concorridas estão maior que no curso de medicina, que geralmente é o mais visto e procurado.
Devemos deixar evidente que nem todo mundo busca essa carreira apenas pelos motivos citados acima. Os jovens buscam também por vocação, talento e facilidade em comunicação.
No começo do curso, onde os alunos não conhecem o mercado e não tem muita percepção do que é a publicidade na área de comunicação, acham e acreditam que nasceram para trabalhar no departamento de criação, porém ao longo do curso, quando os alunos passam a ter noção e conhecimentos de todas as áreas que abrangem a publicidade, muitos vêem sua vocação mudar de departamento, e se interessar por outro onde ele terá a chance de mostrar o seu diferencial e aproveitar seu domínio e talento em outro departamento.
Por falar em departamento da profissão que escolhemos para seguir, uma agência comporta muitas especialidades. Entre elas os departamentos de criação, planejamento, atendimento, mídia, produção, entre outros. E para essa funcionar perfeitamente é preciso explorar a criatividade e o talento do profissional de cada departamento.
E para os jovens como nós que estamos recém entrando nesse mundo fantástico da publicidade vale o recado de que não é fácil entrar no mercado, já que atualmente há muitos ótimos profissionais se formando no mercado, e a procura é intensa antes mesmo do término do curso.
Para um profissional ter uma chance no mercado, é preciso que ele mostre o seu diferencial, isso acaba gerando um certo tipo de publicidade, igualmente aos produtos/ serviços, que buscam um diferencial dos concorrentes para atingir os lucros, reconhecimento e objetivos.
Então vamos lá galera, antes de só pensar em trabalhar no departamento de criação, vamos buscar conhecimentos em outros departamentos, ou em outras especialidades na publicidade, conhecer o seu talento e relacionar com o departamento que mais interesse e precise do seu diferencial.
Vamos procurar explorar e aprender pelo menos um pouco de cada especialidade para que quando entrarmos no mercado, estejamos preparados e capacitados para realizar o nosso sonho de ser um publicitário de muito sucesso, conhecimentos, e reconhecido na sociedade. Enfim, mostrar porque escolhemos a carreira da publicidade para o nosso futuro. E poque merecemos entrar no mercado.
Juliana Santiago

Realismo X Relativismo

Os valores da propaganda vendem o padrão, seja de beleza, tradicionalismo, status, moda, entre tantos. Minha mãe me acha linda, se você não acha, aí já é problema da sua semiótica. Os nossos “axismos” muito têm a ver com nossa cultura, nossa vivência, com aquilo que guardamos na nossa “caixinha preta”, por isso, tudo é uma questão de ponto de vista. Ok, esse é um pensamento relativista, já escrevi, não precisa deduzir.
Por essas múltiplas verdades, por tantos pontos que divergem de pessoa para pessoa, que o trabalho publicitário deve sair do quadradinho e fazer da sua persuasão seu maior aliado. É mais ou menos assim, pressupondo que você já conheça a história da formiga e da cigarra, podemos definir então: Formiga-Marketing, Cigarra-Propaganda, e elas caminham juntas, em uma relação de simbiose. A formiga provendo alimento para todo inverno, o marketing estudando arduamente para entender e atender as necessidades e desejos do seu target. A cigarra canta, estimulando o trabalho da formiga. Então, a propaganda é o canto do marketing, é aquela que expande com a comunicação os interesses que irão influenciar a sociedade, gerando esses padrões.
É uma questão de escolha, fazer uma propagandazinha para deixar ao entendimento do cliente, aquelazinha que fala o que todos falam, que mostra imagens que todos usam, aquela que fala fala e não fala nada. Ou ter uma “eureka”, fazer AQUELA propaganda com o conceito que tava ali, na cara de todo mundo, mas ninguém via, comunicar o óbvio de forma inusitada. Aí então, meu amigo, o relativismo vai ao chão, e a sua propaganda aos céus, porque terá a unanimidade de excelência do seu público. Você pode até ser adepto à divergentes correntes, mas deve fazer o possível para que a sua propaganda seja tão boa, que gere um conceito padrão positivo do seu posicionamento. Quer ser adepto à teorias relativistas? Whatever. Só por favor, seja um realista ao construir suas peças, passe ao público ao menos algo parecido com uma verdade absoluta, se contente no mínimo em ser o Top of Mind.
Carol Moreira

Motivação para gerar colaboração.

Antigamente a marca correspondia ao produto em si. (Ex.: Coca-Cola era apenas mais um refrigerante). Hoje representa mais que um simples produto, mas um estilo, e o intangível é, muitas vezes, infinitamente mais caro que todo o patrimônio da marca. O mercado está cada vez mais fragmentado, inovado, complexo, concorrente, enfim, sofrendo mudanças constantes. Por isso buscam cada vez mais a boa comunicação interna e externa, e isso se transformou até em uma vantagem competitiva.
Muitos colaboradores possuem uma imensa quantidade de dados acumulados ao longo da carreira e muitos passam a vida escutando ”frases opacas”, ou seja, trabalham em cima do que lhes é informado mesmo sem sequer entenderem a estratégia usada, e as cumprem sem qualquer incentivo, apenas por obrigação. Isso se dá pela falta de motivação organizacional, ordens lhes são impostas e o incentivo aos funcionários para que a meta da empresa seja cumprida é quase nulo. No entanto, muitas empresas brasileiras têm mudado seu modo de pensar e procuram investir nos empregados até como uma estratégia de marketing (ex: Natura).
Com a deficiência dessa comunicação integrada e a quantidade de informação mal planejada, ao ser traçada uma estratégia e previsto grande êxito, é possível que o resultado atingido, seja ruim. O estímulo aos funcionários, e o fato de não serem encarados como simples máquinas, aumentam a produtividade e os fidelizam de tal forma, que além de cumprirem suas responsabilidades, têm o prazer em cumprir os prazos e afirmar a eficiência da instituição mesmo estando fora dela, pois adquirem um senso de compromisso com a organização.
Paulo Nassar em seu texto “Administrar é comunicar” garante que essa comunicação interna como vantagem competitiva já foi dada a mais de 70 anos, mas em contrapartida, uma estratégia cujas empresas têm dificuldade de implantar devido a novos posicionamentos, porém é eficaz em seus objetivos”.
Esta motivação organizacional não somente é importante para a melhor produtividade, como também tem uma parcela contribuidora à inclusão social. As promoções, valorizações, homenagens, não só estimulam os funcionários a trabalharem com melhor qualidade como promove interação entre eles, estabelecendo unidade ao dividir conhecimentos.
Mas esse processo adequado a uma eficiente comunicação pode levar certo tempo, e tem de ser implantado com muita cautela e conhecimento do público a ser atingido, além de um investimento contínuo nesse sistema de relacionamento “patrão-empregado”.
Não é fácil implantar um sistema mais “social” e derrubar essas barreiras dentro das empresa, pois em suma, possuem um modelo hierarquizado e tradicional. O novo sempre nos causa estranheza, mas quando alguns paradigmas são quebrados, o efeito surtido pode ser muito positivo, é fato que este pode demorar algum tempo, mas as chances de uma empresa que investe em seus funcionários, motivando e prestando auxílios, cair na mesmice do mercado será muito menor.
Carol Moreira

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Filantropropagando...

Dois anos e meio atrás. Primeiro dia de aula na UNIVALI. Nessa de interação de grupo, foi pedido o porquê da escolha do curso. Publicidade & Propaganda. Até hoje um dos maiores índices de procura nas universidades. Lembro ter respondido algo relacionado á direção de arte. Até então, era o glamour do mundo da publicidade que me atraia. Passado 5 semestres, meu foco hoje é o oposto. Dúvidas? Ainda restam muitas, tudo bem, percebi o quanto isso é comum na realidade acadêmica.O que eu curtia, e tinha certeza, é que queria atuar na área da comunicação ( não se assustem, não vai ser um texto (totalmente) auto-biográfico, já chego lá!).

Comunicação lida com pessoa. Pessoas, gosto delas, me intrigam desde sempre. Como a música do The Doors, “People are strange!”... sempre penso alto...yes, they are Jim (lindo!)”. E eis que no decorrer do curso surgem as matérias: sociologia, antropologia, filosofia...Aponto antropologia: estudo do homem, tendo em conta a sociologia, etnologia, história e psicologia social em geral. O interesse pelo assunto aumenta quando se tem alguém apaixonado pelo assunto lecionando,( saudoso Severino!) e, entre índios e marginais, entendemos e conhecemos um pouco mais o leque diversificado de culturas em nosso país.

Um semestre à frente, filosofia ( grande Paulo, seu método socrático nos ensinou muito!) os estudos ainda eram focados nas pessoas, a forma de pensar, de agir, de raciocinar. A razão. As idéas. O mundo dos sentidos. Só se tem o que aprender com o legado dos filófos gregos. E hoje, em Redação Publicitária, escrevendo para esse blog, aparece Aristóteles, o criador do discurso persuasivo, belo, estruturado. Defensor de discursos sóbrios e pormenorizados. Mas foi Platão (o grande criador de mitos, adepto dos discuros poéticos), que me fez relacionar a arte da filosofia com a arte da propaganda. Estudando a história da filosofia, percebemos que tais mitos foram criados a partir da necessidade de explicar o surgimento do mundo. Criar, necessidades...Termos pelos quais hoje somos crucificados. Criar necessidades não seria então um “mal necessário”? Então, a nossa função seria só mesmoa de persuadir e vender? Ou criar um mundo, criar necessidades, não seria uma maneira de adequar as pessoas à sociedade de consumo, ajustar as pessoas num mundo diferente depois do marco que foi a Revolução Industrial? A superprodução acontece, foi o que abalou a economia dos E.U.A no século 20 pela falta da venda...o problema estaria na superprodução ou na “supervenda”?

Mas se criamos tais necessidades, o fazemos com requinte. Em que outra área se vê um serviço direcionado especificamente a cada público? Estudamos sociologia, antropologia, filosofia para conhecer a singularidade de cada segmento e tratá-los da maneira que nos parecer mais coerente. Para que se sintam especiais. O objetivo é vender, é claro, mas quem não o quer? Quem não é “marketeiro” de seu próprio produto ou serviço? Ou, como era em Atenas, de suas idéias?

.:Feka:.

Ficou mais fácil ver a beleza das Havaianas em nova campanha

"A nova coleção do modelo Flash, das Havaianas, será apresentada ao público por meio de um comercial protagonizado por Taís Araújo. A atriz, atualmente vivendo a personagem Alice da novela A favorita, da Rede Globo, além de apresentar o programa Superbonita, da GNT – duas fortes ligações com o mundo das vaidades –, aparece, nos 15 segundos do filme criado pela AlmapBBDO, produzindo-se para agradar o namorado que, chegando antes da hora e a encontrando toda desarrumada, encanta-se, mesmo assim, sem tirar os olhos de suas sandálias floridas.

O comercial, intitulado “Bobs”, chegou à mídia neste domingo, 7 de setembro, durante o intervalo do Fantástico. No meio da semana, mais precisamente no dia 11, a divulgação será reforçada por mais um filme, também de 15 segundos – que, ao contrário da tradicional linha de comunicação publicitária da marca, não contará com a presença de nenhuma personalidade.
Porém, para não passar em branco, o nome de Juliana Paes é destacado na peça. "Oftalmologista" acontece em um consultório médico, no qual um rapaz faz um exame de vista. Na máquina que testa suas capacidades visuais, ao invés de letras, aparece uma das novas sandálias Havaianas. Ao ser questionado pelo doutor sobre o que está vendo, o paciente descreve a atriz, com cabelos ao vento e olhando para ele. Mesmo mudando a imagem, o médico recebe, perplexo, a informação de que o rapaz só consegue ver a beldade dentro da máquina.

O filme, que aborda uma certa "deficiência" em seu contexto, também apresenta – talvez por coincidência – uma pertinente novidade. Facilitando o entendimento de deficientes auditivos, assim como de idosos; de estrangeiros residentes no País e em processo de aprendizado do idioma; de jovens que acompanham, simultaneamente, diversas mídias; e do público que tem contato com a mensagem publicitária em locais como metrô, bares e hospitais, o comercial conta com o recurso de closed caption – também conhecido como “legenda oculta”. A iniciativa foi recentemente incentivada pela Associação Brasileira de Anunciantes (ABA)."

Tassiane Stelzer

Personalização dos produtos


Houve uma época em que para se comprar um sapato, por exemplo, você deveria ir até o sapateiro da esquina e encomendar um sapato do tamanho certo do seu pé, como você desejasse, ou seja, um sapato original, que só você tinha um daquele, um sapato com a sua cara. Foi então que surgiu a famosa Revolução Industrial, e o que era só seu, tornou-se universal, seu sapatinho além de ser encontrado em qualquer loja de sapato, era igual ao do vizinho, do tio, da amiga de trabalho, e assim ocorreu a “despersonalização” (nem sei se essa palavra existe) dos produtos, a produção de massa. Hoje em dia as pessoas querem se sentir mais valorização, atendimentos exclusivos, acessórios exclusivos, roupas e sapatos exclusivos assim vai... Até em comerciais televisivos o destaque está no diferencial que a empresa pode oferecer ao seu cliente, o que ela possui que foi feito perfeitamente para ele (assim como o banco Itaú, que foi feito para você, mas quem é você?). As pessoas gostam de se sentirem únicas, exclusivas, VIP’s. Por isso mostre o seu diferencial, escolha seu segmento e garanta o melhor para seu cliente, afinal, exclusividade é para poucos. Seja original.
Rhannye Bittencourt
“Pockets” elas chegaram pra ficar.

Muitas pessoas já devem ter reparado no novo tamanho das revistas mais procuradas pelo público feminino, as chamadas “Pocket”, completamente elaborada ao gosto da mulher.
Aquelas revistas que falam de moda, corpo, como a Corpo, Capricho, Nova, Gloss que eram grandes e agora estão pequenininhas. Na Europa esse tipo de revista esta em alta e na moda, enquanto aqui no Brasil ainda é uma fase de experiência, mas que esta tendo um grande sucesso. Um estudo feito pela Editora Abril, mostra que a Revista Gloss, feita para um público de 18 a 28 anos, foi a primeira a ser implantada no Brasil como uma novidade entre os outros formatos de revista e que teve uma ótima aceitação dessa faixa de público, mas claro não esquecendo que elas ainda existem em tamanhos normais e vão continuar a veicula para aquele público que não se adaptar com as novas estrelas impressas.
Como era de se imaginar, esse lançamento da Editora Abril foi o maior sucesso, e a concorrência não deixou barato, Editora Globo também abordou esse novo estilo para uma de suas revistas como experiência, Revista Criativa, e como era de se esperar a publicação da revista dobrou e continua sendo a pedida do público feminino.
As Pocket trouxeram as Editoras uma visão de renovar a marca, transformando em qualidade, em algo novo e glamoroso. Entrando na era das novas mídias, especialistas dizem que “ ela chama atenção e dá maior flexibilidade para aceitação das inovações no meio impresso”.
Tendo ela mudado de tamanho, o preço também é um pouco de acordo com o tamanho que comporta cada revista, mas o ponto forte das revistas Pocket é que o público mais jovem, se sente atraído pelas revistas, pelo fato de serem diferentes daquelas antigas que suas mães e parentes lêem, pela facilidade que podem ler em transportes públicos e por caberem completamente dentro da sua bolsa.

Andrea.


Publicidade no elevador?

Isso mesmo, novos estudos mostram que muitas pessoas pegam o elevador umas cinco vezes por dia e que dentro de cada segundo passado ali, elas poderiam estar lendo ou vendo algo interessante como publicidade. Como já era de se esperar a publicidade esta usando agora esse novo meio, em busca de poucos segundos para chamar atenção do consumidor. Ao contrário de conversas como “oi, tudo bem, e blá blá blá”, a publicidade vem com o intuito de salvá-los de um tédio, com notícias curtas sobre esportes, economia, mundo, moda, trânsito, tempo. E com elas ajudar o mercado das empresas veiculadas, trazendo um novo público e livrando aqueles de conversas óbvias eternamente.

Andréa.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Vem aí o (ex) casal propaganda.

O casamento acabou mas a agência não previa isso.E agora o casal propaganda é ex-casal mas continua na campanha. A Albany se esquivou de uma saia justa.O seu casal propaganda Bruno Gagliasso e Camila Rodrigues contratados para campanha em janeiro deste ano anunciaram separação a alguns meses.Mas como diz o ditado, a vida continua.E no mundo publicitário a campanha também.
A Albany já mostrava em sua campanha as diferenças entre homens e mulheres reforçando que desenvolve produtos específicos para ambos os públicos.A saída para a inesperada separação foi brincar com essas diferenças.Eles continuam na campanha, ainda sorridentes mas não juntinhos e apaixonados.
A campanha foi desenvolvida pela Lew'Lara\TBWA que não dormiu no ponto e inovou nos anúncios, que serão publicados em revistas das editoras Globo e Abril.
Nas peças impressas da campanha frases que associam a separação como: “Ninguém fica sozinho, ele fica com o Albany dele e ela fica com o Albany dela” Agora o Albany promove uma separação amigável.O Casamento acabou mas a campanha continua.

by Jessica Peixer

domingo, 7 de setembro de 2008

Fazedores de Anúncio - Em Ação!

Não tendo nenhum embasamento teórico para o que vem a seguir, algo me deixa profundamente perturbado. Estou trabalhando com publicidade, criação, e, apesar de pouquíssima experiência (menos de um ano) já percebo algo no mercado de Brusque (onde atuo no momento) que realmente me incomoda: a falta de parceria entre criação e atendimento. Digo isso porque converso muito com publicitários que estão no mercado há anos e anos e eles também compartilham da seguinte idéia: será que é correto a agência ser mera "fazedora de anúncios", deixando o cliente controlar todo e qualquer impulso criativo? Claro que em agências grandes, depezês e dábliubrazius da vida, a coisa pode mudar de figura, mas estamos começando agora, em um mercado pequeno e em crescimento, então fico me perguntando se não são os próprios publicitários que acostumam mal os clientes. A maior reclamação que escuto é que o atendimento não defende minha criação, que o atendimento deixa o cliente fazer o que bem entende com o layout, etc, etc, etc. Deixando os egos infladíssimos de lado (seriam estes egos clichês ou não?), o que percebo é o puro medo de perder a conta, e claro que isto é o que movimenta a agência, em hipótese alguma pretendo acabar com a clientela, mas acho que está na hora de levantarmos a cabeça pra dizer que sabemos o que estamos fazendo, que não somos meros "fazedores de anúncios", meros conhecedores de efeitos em corel e photoshop. Existe aquela história de que ninguém chega no consultório médico e diz: doutor, eu estou com nãoseioque-ite, ele está localizado na parte superior de nãoseioque e o tratamento é tal. Daí com as agências o cliente diz: seguinte, atendimento, quero três anúncios, quatro outdoors, me vê também duas artes pra display e três quilos de batata doce. Agência pequena na região é quitanda, mercearia, ou até mesmo puteiro, com o perdão da expressão: me vê duas loiras com silicone e um sem. Pode ser que sejam apenas devaneios de estudantes que, como qualquer outro estudante, querem revolucionar o mundo, a carreira, e tudo o que vier pelo caminho, mas a questão é: devemos ou não jogar quatro anos de estudos (seis, sete, oito, doze, como vejo por aí), colocar aquele fundo verde-limão com a letra branca e a famosa frase "Um novo conceito em..." apenas para preservar aquele cliente que, além de ter a visão de mercado do Steve Wonder, paga 500 pila na criação chorando, jurando que vai fazer curso de corel pra poder fazer os anúncios em casa? Ok, ok, não devemos nos apegar às nossas criações, eu sei. Entendo até. E quanto apegar-nos à nossa profissão? Ao futuro do mercado onde estaremos completamente inseridos em menos de três anos? Digo de boca cheia: quem apodrece e mal acostuma os clientes são os próprios publicitários. Sou só eu que me preocupo com o portfolio da agência, ou vocês também sentem uma facada no coração quando vêem o poderoso chefe da agência mandar assinar aquele material que parece a Sapucaí em meados de fevereiro? Depois vem aquela famosa frase: galera, eu procuro pessoas que vistam a camisa da empresa, pessoas que defendam com unhas e dentes a nossa agência. Hãn, esta camisa verde-limão sunga de velho na praia com arial black 12 branca? Hãn, não, valeu. Sei que posso estar sendo radical demais, unilateral demais. Mas que cada vez que o atendimento volta do cliente e diz: - ok, ok, a Maristela gostou da foto, mas achou a frase forte demais. Então mantém a foto e coloca a frase: Lojas Maristela, conforto e comodidade e suavidade e maciez para sua cama, mesa e banho. - Hãn... a foto é de uma estátua de pedra... - Não importa, ela disse que pode ficar assim... Ah, e muda a cor da letra também, coloca marrom-arroxeado, e o fundo coloca amarelo bebê... e ela pediu pra ver se tens alguma estampa de oncinha pra colocar no fundo também... - Não vai combinar... - Ela disse que não importa se combina, ela gosta de oncinha... Francamente, atendimento, pede pro chefe licença de um mês e bate nessa mulher até sangrar. DONO DE LOJA NÃO TEM QUE GOSTAR DE NADA. Publicidade não é arte, publicidade é estratégia de venda. Publicidade não é colocar o fundo de oncinha porque a filha da vizinha da cunhada do Genésio da padaria tá de aniversário e, como homenagem, vais colocar a estampa favorita dela no anúncio. Podemos ser meros novatos na área publicitária, mas espero que tenhamos consciência da seriedade da propaganda no mundo atual, da influência que ela causa, do impacto que uma campanha bem sucedida pode ter, ou não, nas vendas de uma empresa. Quer ter o seu gosto pessoal retratado artisticamente, dona Maristela? Contrate um decorador de interiores.
Dêem suas opiniões sobre o assunto e, para os que concordam comigo, entrem na comunidade do orkut a seguir:

http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=6692034

Hehehe, adiós muchchos.

by: Rafik Zen

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Acreditar é precisso!

Believe, o perfume que sobrevive a queda de sua criadora.
Há um pouco mais de um ano, Britney Spears lança mais um perfume para se juntar ao hall de seus perfumes já famosos no mercado, Believe, é a nova fragrância lançada ao publico, e como os anteriores com fortes estratégias da empresa Elisabeth Ardem (empresa que produz os perfumes de Britney) para vender a fragrância.
Começamos com o nome Believe, acreditar... Acreditar em si mesmo, acreditar no seu poder, nas suas crenças...acreditar na sua liberdade, no seu valor, no seu poder.


A fragrância tem notas frescas que nos remete a liberdade, a espiritualidade.
A embalagem do produto tem um formado diferente dos outros e quando abre-se encontra um frasco verde em forma de diamante, com uma placa prata odnde há a assinatura da artista. O perfume realmente é uma jóia, um tesouro, acreditar em nós é algo raro, e merece ser “usado”.





Tudo corria bem, o lançamento foi bombástico, mesmo sem a presença de Britney, e por mais que tenha um preço elevado vendeu bastante, mas não o esperado. O erro foi da própria cantora, afinal o perfume falava de esperança , de acreditar em si, porém Britney põe tudo a perder ao se apresentar no VMA, onde apareceu totalmente fora dos seus padrões, e sem saber a letra da própria música. O fato chamou atenção, porém a venda de believe caiu drasticamente, e a venda nem chegara aos pés do seu primeiro perfume curious, que pra quem não sabe foi o mais vendido do mundo , chegando a bater recordes antes conquistados por channel n°5. a empresa reponsavel pelo belive ficou desapontada, mais não desistiu e começou a trabalhar. Believe ganhou mais uma cor, o I de verde passou a ser rosa, para enfatizar EU ACREDITO, mas dessa vez não era so acreditar em si, mais também acreditar na Britney Spears. O cartaz mudou, agora Britney aparece de corpo inteiro e magra (o que não era verdade no momento), segurando passarinhos e no cenário varias gaiolas, que nos remete a liberdade, a tomar rumo da própria vida, a sair de nossas “gaiolas”.


Elisabeth Ardem não parou por ai, e criou o site “ I BELIEVE IN BRITNEY SPEARS”, onde pessoas do mundo inteiro se cadastram, e ali cada uma é um numero, uma pessoa que da apoio e acredita na cantora. O site bombou, bilhões de acessos e cadastros, e junto o aumento na venda de perfumes, que assim como eu acredita na Brintey.



Logo em janeiro/fevereiro desse ano, as vendas do perfume estabilizaram, porém a cantora agora está contribuindo, pelo simples fato de esta acreditando em si mesma e melhorando em todos os sentidos sua vida. Nesses últimos meses após um ano de fiasco no VMA, believe está sendo relançado, e a condição da cantora no momento tem ajudado muito nas vendas, believe volta ao topo de vendas, além do mais believe agora tem mais haver com a própria britney.

Believe está finalmente suprindo as expectativas de venda, mesmo não batendo a marca de curious, ele está alcançando mais que a meta esperada pela empresa, após o relançamento. Believe hoje é nome mais lembrado dentre os perfumes de britney, graças a toda uma estratégia para vendê-lo, se adequando a todas situações, usando os desastres a seu favor. O perfume believe, tem uma das melhores estratégias que já vi.. Falando em Britney Spears, será que ela vai aparecer realmente no VMA esse ano??? Ela promete hein.... então dia 7 as 21h todos ligados.. quem sabe ela não te põe “debaixo da terra”*

*debaixo da terra:”but now i don’t care, ’cause it’s my time and I’ll put you underground”: Segundo varias fontes, esse seria um trecho do novo single que provavelmente será lançado dia 7 no VMA.
Maicon.