quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Filantropropagando...

Dois anos e meio atrás. Primeiro dia de aula na UNIVALI. Nessa de interação de grupo, foi pedido o porquê da escolha do curso. Publicidade & Propaganda. Até hoje um dos maiores índices de procura nas universidades. Lembro ter respondido algo relacionado á direção de arte. Até então, era o glamour do mundo da publicidade que me atraia. Passado 5 semestres, meu foco hoje é o oposto. Dúvidas? Ainda restam muitas, tudo bem, percebi o quanto isso é comum na realidade acadêmica.O que eu curtia, e tinha certeza, é que queria atuar na área da comunicação ( não se assustem, não vai ser um texto (totalmente) auto-biográfico, já chego lá!).

Comunicação lida com pessoa. Pessoas, gosto delas, me intrigam desde sempre. Como a música do The Doors, “People are strange!”... sempre penso alto...yes, they are Jim (lindo!)”. E eis que no decorrer do curso surgem as matérias: sociologia, antropologia, filosofia...Aponto antropologia: estudo do homem, tendo em conta a sociologia, etnologia, história e psicologia social em geral. O interesse pelo assunto aumenta quando se tem alguém apaixonado pelo assunto lecionando,( saudoso Severino!) e, entre índios e marginais, entendemos e conhecemos um pouco mais o leque diversificado de culturas em nosso país.

Um semestre à frente, filosofia ( grande Paulo, seu método socrático nos ensinou muito!) os estudos ainda eram focados nas pessoas, a forma de pensar, de agir, de raciocinar. A razão. As idéas. O mundo dos sentidos. Só se tem o que aprender com o legado dos filófos gregos. E hoje, em Redação Publicitária, escrevendo para esse blog, aparece Aristóteles, o criador do discurso persuasivo, belo, estruturado. Defensor de discursos sóbrios e pormenorizados. Mas foi Platão (o grande criador de mitos, adepto dos discuros poéticos), que me fez relacionar a arte da filosofia com a arte da propaganda. Estudando a história da filosofia, percebemos que tais mitos foram criados a partir da necessidade de explicar o surgimento do mundo. Criar, necessidades...Termos pelos quais hoje somos crucificados. Criar necessidades não seria então um “mal necessário”? Então, a nossa função seria só mesmoa de persuadir e vender? Ou criar um mundo, criar necessidades, não seria uma maneira de adequar as pessoas à sociedade de consumo, ajustar as pessoas num mundo diferente depois do marco que foi a Revolução Industrial? A superprodução acontece, foi o que abalou a economia dos E.U.A no século 20 pela falta da venda...o problema estaria na superprodução ou na “supervenda”?

Mas se criamos tais necessidades, o fazemos com requinte. Em que outra área se vê um serviço direcionado especificamente a cada público? Estudamos sociologia, antropologia, filosofia para conhecer a singularidade de cada segmento e tratá-los da maneira que nos parecer mais coerente. Para que se sintam especiais. O objetivo é vender, é claro, mas quem não o quer? Quem não é “marketeiro” de seu próprio produto ou serviço? Ou, como era em Atenas, de suas idéias?

.:Feka:.

3 comentários:

Laura Dias disse...

se tem alguém q vai filantropagar nesse mundo é tu! aposto um caminhão d coca cola c quem se manifestar contra!

Trollando com classe disse...

Lindo Fernanda! Parabéns minha filha! To orgulhosa de vc! bjão

Jana disse...

Também sou fã do Beto Severino e do Paulo. E acho que ser publicitário é ser, antes de tudo, especialista em gente. No Pipoca existe um manifesto pela cultura geral dos publicitários e contra a vaca louca (vai lá...). Gostei muito do texto, Fernanda. Passaram uns errinhos bobos, vale a pena rever.