quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Motivação para gerar colaboração.

Antigamente a marca correspondia ao produto em si. (Ex.: Coca-Cola era apenas mais um refrigerante). Hoje representa mais que um simples produto, mas um estilo, e o intangível é, muitas vezes, infinitamente mais caro que todo o patrimônio da marca. O mercado está cada vez mais fragmentado, inovado, complexo, concorrente, enfim, sofrendo mudanças constantes. Por isso buscam cada vez mais a boa comunicação interna e externa, e isso se transformou até em uma vantagem competitiva.
Muitos colaboradores possuem uma imensa quantidade de dados acumulados ao longo da carreira e muitos passam a vida escutando ”frases opacas”, ou seja, trabalham em cima do que lhes é informado mesmo sem sequer entenderem a estratégia usada, e as cumprem sem qualquer incentivo, apenas por obrigação. Isso se dá pela falta de motivação organizacional, ordens lhes são impostas e o incentivo aos funcionários para que a meta da empresa seja cumprida é quase nulo. No entanto, muitas empresas brasileiras têm mudado seu modo de pensar e procuram investir nos empregados até como uma estratégia de marketing (ex: Natura).
Com a deficiência dessa comunicação integrada e a quantidade de informação mal planejada, ao ser traçada uma estratégia e previsto grande êxito, é possível que o resultado atingido, seja ruim. O estímulo aos funcionários, e o fato de não serem encarados como simples máquinas, aumentam a produtividade e os fidelizam de tal forma, que além de cumprirem suas responsabilidades, têm o prazer em cumprir os prazos e afirmar a eficiência da instituição mesmo estando fora dela, pois adquirem um senso de compromisso com a organização.
Paulo Nassar em seu texto “Administrar é comunicar” garante que essa comunicação interna como vantagem competitiva já foi dada a mais de 70 anos, mas em contrapartida, uma estratégia cujas empresas têm dificuldade de implantar devido a novos posicionamentos, porém é eficaz em seus objetivos”.
Esta motivação organizacional não somente é importante para a melhor produtividade, como também tem uma parcela contribuidora à inclusão social. As promoções, valorizações, homenagens, não só estimulam os funcionários a trabalharem com melhor qualidade como promove interação entre eles, estabelecendo unidade ao dividir conhecimentos.
Mas esse processo adequado a uma eficiente comunicação pode levar certo tempo, e tem de ser implantado com muita cautela e conhecimento do público a ser atingido, além de um investimento contínuo nesse sistema de relacionamento “patrão-empregado”.
Não é fácil implantar um sistema mais “social” e derrubar essas barreiras dentro das empresa, pois em suma, possuem um modelo hierarquizado e tradicional. O novo sempre nos causa estranheza, mas quando alguns paradigmas são quebrados, o efeito surtido pode ser muito positivo, é fato que este pode demorar algum tempo, mas as chances de uma empresa que investe em seus funcionários, motivando e prestando auxílios, cair na mesmice do mercado será muito menor.
Carol Moreira

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