sexta-feira, 12 de setembro de 2008

"Nada se cria, tudo se copia" (Chacrinha)

______Incrível pensar que em 2008 ou melhor a muito tempo as pessoas pararam de criar e passaram a copiar. É estranho porque tempo atrás alguém já dizia isso, e hoje está cada vez mais perceptível.
______Se ligarmos na Rede Globo aos sábado às 14h podemos assistir o quadro "Lar, Doce Lar", apresentado pelo Luciano Hulk. No domingo, por mera coincidência ou cópia: "Construindo um Sonho" com o Gugu Liberato. Ambos vão às casas de pessoas que precisam de uma reforma geral e mudam completamente a cara da casa, doando também eletrodomésticos e móveis às famílias.

______Engraçado que no design continua essa onda imensa de falta de criatividade. Se olharmos três modelos de carros o Honda Fit, o novíssimo Nissan Tiida e o pai de todos, Mercedes Classe A você nota uma semelhança tremenda nos traços usados para compor o carro.

Enfim o ponto que eu gostaria de chegar: ELEIÇÕES 2008. Temos três pontos a serem analisados.

______O primeiro, e coincidêntemente o estopim para toda essa falta de criatividade de forma involuntária, o pop star Barack Obama. Candidato a presidente dos Estados Unidos lançou em sua candidatura atual o clipe "We Are The Ones Song" com a música de mesmo nome, escrito e dirigido por nada mais, nada menos que Will.I.Am, vocalista do adormecido grupo Black Eyed Peas. O clipe possui traços publicitários com takes curtíssimos e closes típicos de Vts testemunhais: o famosíssimo american close (sem testa, sem pescoço enquadrado). Podemos dizer que é um clipe totalmente subliminar pois o vocal da trilha cantando "Obama! Obama! Obama!" no fundo não foi feito de graça, até eu que costumo não prestar muita atenção na trilha e mais em técnicas visuais, fiquei com a maldita "musiquinha" na cabeça por semanas.

______O segundo... A cópia... Diz respeito a campanha política da candidata Micarla da cidade de Natal, Rio Grande do Norte. Ela iniciou sua campanha política com o clip: "Natal pode mais." coincidentemente usando os mesmo traços da campanha do Barack Obama. Takes curtos, textura de imagem em PB, mudou um pouco no sentido dos closes serem mais abertos. Os closes da campanha de Micarla mostra da altura dos ombros até acima da linha facial por conta da trilha sonora que é menos agressiva e subliminar que a de Barack Obama, por isso foi usado este enquadramento para dar mais movimento a algo que não possui tanto movimento.

______E por ultimo mas não menos criticado por diversos sites que analisam vídeos publicitários, e blogs de comédia, o clipe do candidato a prefeito de Itajaí, VOLNEI. O clipe conta com diversos acadêmicos da UNIVALI, inclusive uma acadêmica do curso de Jornalismo. Este que conta com um mix dos dois clipes demonstrados acima, american close e closes acima da linha do ombro. Este possui linguagem subliminar idêntica a do clipe do Barack Obama e elementos textuais similares a do clipe "Natal pode mais."

______Não preciso dizer que se abrir o YouTube iremos encontrar dezenas de clips idênticos ao do Barack Obama. Ai me pergunto... Está faltando profissionais capacitados a criar coisas novas ou estes profissionais capacitados estão deixando se levar pela “modinha”? Acho engraçado, estar aparecendo tantos clipes iguais ao do Barack Obama, será que está funcionando? Mesmo sendo cópia? Nessa onda de copiar tudo e deixar o criativo de lado, nos resta saber de quem Will.I.Am copiou.



--- CONFIRA ---

OS CLIPES E FOTOS:
Quadro “Lar Doce Lar - CLIQUE AQUI
Quadro “Construindo um Sonho” - CLIQUE AQUI

Imagem dos carros.
FIT X TIIDA X CLASSE A

Clipe Barack Obama: - CLIQUE AQUI
Clipe Micarla - CLIQUE AQUI
Clipe Volnei - CLIQUE AQUI


Aguardo comentários... ;)

Postado por GUILHERME DORNBUSCH LUIZ.

Um comentário:

Jana disse...

Do Chacrinha para a política local. Gostei da capacidade de estabelecer conexões nada óbvias. E também do aspecto pessoal, opinativo, do texto. Cuidado com "do/da" no lugar de "de o / de a". Releia e descobrirá alguns erros de digitação que passaram despercebidos, assim como alguns trechos que ficaram um pouco "truncados". Texto, como a música do Obama, também é ritmo. Ah, e o termo "subliminar" não deve ser usado de forma tão superficial para falar de propaganda; é algo bastante polêmico.
Um abraço.